quinta-feira, 17 de março de 2011


Coração Solitário

Sinto tanto neste coração solitário,
Sinto o vento que sopra em silêncio,
Sinto o fogo que arde em chamas,
Sinto a morte que me liberta,
Sinto... E como sinto !

Coração solitário, que me afaga,
Num estado insípido da tua chaga.
Coração solitário que vives calado,
Como o sangue que me corroí as veias.

Vinhestes estes ventos sombrios,
ventos tristes, ventos frios...
Para que teu silêncio,
Morra! Em teu sopro tua hipocrisia.

E este fogo insensato,
Que não me é lúcido,
Transborda frio e calculista,
Só observando, as chamas vazias.

O estranho é viver, como um morto vivo,
Pois quando nascemos estamos morrendo,
Agora um novo começo, é a libertação
Que é certa, como a morte é concreta.

Sinto... Mais que isto!
Apenas a morte, me deixas vivo...


Autora: Daniela Souza

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